Era grande a variedade de termos que designavam os grupos negros no Brasil. Entretanto, mesmo confundidos sob uma única denominação étnica, cada africano conservava a sua tradição cultural, ou seja, sabia que "tinha sua terra", como declarou um dos escravos envolvidos na rebelião de 1835 na Bahia.
A maioria destas denominações foram adquiridas no circuito do tráfico, mas com frequência acabaram adotadas e reconstruídas no Brasil pelos próprios escravos.
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| Jean Baptiste Debret |
As denominações étnicas, além de não serem as mesmas na África e no Brasil, variavam dentro do próprio país. Os nagôs, jejes, haussás e outros grupos, eram identificados como minas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Esses africanos declaravam não só que "tinham sua terra", mas também declaravam saber que viviam em "terra de branco", onde as chances de escapar pacificamente da escravidão, embora existissem, eram poucas.
Esta certeza deu nascimento ao anseio de liberdade e, em consequência, aos movimentos e às tentativas de resistência à escravidão, que assumiram as mais diversas formas.