O satélite japonês ALOS (Advanced Land Observing Satellite) foi lançado pela Agência Espacial Japonesa (JAXA) no dia 24 de janeiro de 2006, com a missão de observar e obter imagens de todo o planeta, para fins de monitoramento de desastres ambientais, levantamento de recursos naturais e, em especial, de suporte à cartografia.
O ALOS descreve uma órbita circular heliossíncrona a 692 km de altitude, com um período de revisita a um mesmo ponto do planeta de 46 dias (ciclo). Os dados captados são redirecionados para o satélite geoestacionário DRTS, ou Kodama, que os transmite, então, para a estação de recepção no Japão, a uma taxa de 240 Mbps. Em virtude do grande volume de dados produzidos – cerca de 1 TeraByte por dia –, a JAXA montou um esquema descentralizado de distribuição de dados, através dos chamados ALOS Data Nodes. Cada nó de distribuição é responsável pelo recebimento em fita, processamento e distribuição dos dados, em uma área de abrangência pré-definida. Assim, a Alaska Satellite Facility (ASF) e a National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, ficaram responsáveis pelas Américas; a Agência Espacial Européia (ESA), pela Europa e África; a Geoscience Austrália, pela Oceania, e a JAXA pela Ásia.
O ALOS entrou na fase operacional em 20 de outubro de 2006, depois de um período de nove meses de calibração, da qual o IBGE participou com atividades de campo na Amazônia, para o posicionamento de refletores de sinais de radar (refletores de canto).

© IBGE
Refletor de canto posicionado pelo IBGE no Acre.
Em 25 de outubro de 2006, o IBGE e a Alaska Satellite Facility (ASF), braço operacional do nó responsável pelas Américas, assinaram um acordo de cooperação científica, estabelecendo uma parceria através da qual o IBGE tornou-se o responsável pela distribuição das imagens ALOS para os órgãos do Governo Federal, instituições de pesquisa e demais usuários não comerciais do Brasil.